AngelaGeografia
quarta-feira, 21 de junho de 2017
terça-feira, 14 de julho de 2015
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Existe uma Democracia Racial no Brasil?
Por que apenas a miscigenação das etnias não permite afirmar a existencia de uma "Democracia Racial no Brasil?
Pirâmide da Democracia Racial no Brasil
Pirâmide da Democracia Racial no Brasil
Regionalização da África
A regionalização
da África
Existem diferentes formas de
regionalizar o continente Africano.
Primeiro, devemos considerar a importância do Deserto do Saara na
configuração natural, cultural e política do continente africano. O Saara é o
maior deserto do mundo, separa o extremo norte africano do resto do continente
e, historicamente, funcionou como uma barreira que, embora transposta por
fluxos comerciais intensos, influenciou profundamente a configuração das
culturas e civilizações na África. O Rio Nilo foi o primeiro e principal eixo
comercial através do deserto, norte e sul do Saara.
Nos séculos VII e VIII, povos árabes
conquistaram todo o norte africano, antes de invadirem a Península Ibérica. O
domínio árabe no norte da África levou a difusão do islamismo e da língua árabe
entre os povos da porção setentrional do continente. Nesse período, o Saara
também passou a ser atravessado por rotas de caravanas árabes, que
comercializavam inúmeros produtos e escravos dos reinos do sul do deserto.
Essas relações comerciais foram responsáveis pela expansão do islamismo também
para os povos que habitavam a porção sul do Saara. Isso explica a grande
presença de adeptos do islamismo nessa parte do continente.
Foram também essas relações – em
especial, o comercio de escravos – que levaram os árabes a tratar o sul do
Saara como “terra de negros” . Dessa forma, a influência árabe e,
posteriormente, a européia ratificou a regionalização que distinguia uma
“África Branca” de uma “África Negra”. Essa designação das porções norte e sul
do continente pela cor da pele, além de não esclarecer em nada as
características culturais próprias de cada região, representam o modelo racista
e preconceituoso que fundamentou a colonização do continente no século XIX.
Com o fim da colonização, essa
regionalização ratificada pelo imperialismo foi profundamente criticada, tendo
em vista o aprofundamento nos estudos acerca da heterogeneidade das culturas
africanas. Na atualidade, os organismos internacionais consolidaram a
regionalização em África do Norte e África Subsaariana.
Países da África do Norte, Marrocos, Líbia,
Tunísia, Egito, Argélia e Saara Ocidental (sob domínio do Marrocos), as
populações desses países têm uma unidade cultural dada pela religião islâmica,
trazida pelos árabes da Península Arábica a partir do século VII.
Magreb e Grande
Magreb
O
significado da expressão Magreb, salientando que, em árabe, a palavra designa “
onde o Sol se põe”, pois, localizada a oeste, encontra-se em oposição ao
“machrek”, que significa “o nascente”, porção representada pela Península
Arábica. O Magreb (ou também Magreb Central) correspondente à porção do norte
da África, onde se localizam o Marrocos, a Argélia e a Tunísia, países que
foram interligados ao império colonial francês no século XIX – e que,
anteriormente, faziam parte do Império Turco-Otomano. No entanto, a existência
do Grande Magreb, região que se estende da Mauritânia à Líbia.
Em
relação ao conjunto das exportações dos países que o compõem, as trocas
econômicas e comerciais com a Europa são mais intensas que as relações que
mantém entre si. Essa observação é importante, pois permite explicar uma das
razões que tornam essa imensa região um espaço estratégico do ponto de vista
dos europeus e, mais recentemente, dos chineses, em virtude da grande
importância do petróleo e de outros minérios aí existentes. Além disso, essa
região possui outras características como: a proximidade geográfica coma
Europa; o fato de ser mais rica da
África, com vastas reservas de petróleo, gás natural, fosfato, ferro, etc.; o
fato de ser importante fonte emissora de migrações com destino à União
Européia.
O Saara e o Vale
do Nilo
É
interessante informar, considerando o meio físico e sua ocupação pelo ser
humano, que a África do Norte ou Setentrional possui, além do Magreb, outras
duas áreas mais ou menos distintas: o Vale do Rio Nilo e o Saara.
Em
relação ao Vale do Rio Nilo deve-se destacar a importância desse rio para
vários países africanos, e não apenas para o Egito. O percurso do rio, desde a
nascente no Lago Vitória à foz e em delta no Mar Mediterrâneo. Na antiguidade a
população egípcia foi a única a atravessar o Deserto do Saara no sentido
sul-norte. Vale também ressaltar que o Nilo poderá ser comparado ao Rio São
Francisco, no Brasil. É sempre interessante fazer essa comparação considerando
diversos aspectos. Tanto o Nilo quanto o São Francisco possuem traçado
sul-norte; atravessam áreas áridas e semiáridas; são utilizados para
transporte, produção de eletricidade, irrigação. O que os difere apenas é o
tipo de foz; enquanto o Nilo apresenta foz em delta, o São Francisco deságua no
Atlântico formando um grande estuário.
Em
contraste com o Saara, o Rio Nilo propicia áreas úmidas e férteis, fornecendo
água e solos agricultáveis em suas em suas margens, além de irrigação em áreas
adjacentes ao Vale do Rio Nilo,
possuindo em suas margens muitas aglomerações humanas como, por exemplo,
Cairo, Alexandria, no Egito, e Cartum e Ondurman, no Sudão. O Rio Nilo nasce na
região central da África, no Lago Vitória, e corre na região central e nordeste
do continente, atravessando Uganda, Sudão e Egito, desembocando em delta no Mar
Mediterrâneo. A represa Assuã, no Rio Nilo, controla o nível das águas e
fornece energia elétrica ao Egito.
Quanto
ao Deserto do Saara – localizado no
norte do continente africano, estende-se do Oceano Atlântico até o Mar Vermelho
-, é importante analisar que os vários países localizados na porção
setentrional africana apresentam baixa densidade demográfica pelo fato dessa
região ser árida, o que dificulta a ocupação humana e as atividades . Além
disso, pode-se observar no mapa físico da África a notável influência do
“sistema” da Cadeia do Atlas na aridez do Deserto do Saara que, em razão de
suas elevadas altitudes e orientação transversal, impede a passagem dos ventos
que chegam do norte carregados da umidade do mar. A designação “sistema” relaciona-se com o
fato dessa cadeia formada no Terciário compreender três cadeias no Marrocos
(Alto do Atlas, Médio Atlas e Antiatlas) e duas na Argélia (Atlas Telianos e
Atlas Saariano).
De
modo a complementar o estudo sobre os desertos na África, não podemos esquecer
do Kalahari e da Namíbia, ao sul do continente. Onde, a formação desses
desertos, diferentemente do Saara associa-se à presença da corrente fria de
Benguela.
África
Subsaariana
A
África Subsaariana é composta de países localizados ao sul do deserto do Saara
ou na porção meridional, denominada Sahel,
extensão de terras localizada na “borda do deserto” e que, historicamente
habitada por pastores nômades que, na atualidade e por influência do processo
de colonização, em parte se sedentarizaram. Aliado ao pastoreio, a partir de
investimentos de inúmeros organismos internacionais associados a
empreendimentos privados, essa região tem apresentado melhor uso do solo e
resultados agrícolas satisfatórios na produção de grãos especialmente milheto,
sorgo e arroz.
Assinar:
Postagens (Atom)